Se você é programador, está farto de ouvir falar de IA
Se você é programador, está farto de ouvir falar de produtos com inteligência artificial saindo cada vez com mais frequência. Bem, na verdade mesmo que não seja programador, hoje em dia ouve-se isso em todo lugar.
Mas, como bom programador você deve conhecer as ferramentas disponíveis e saber como usá-las, e é por isso que hoje trago alguns truques para que possa usar o Cursor como completos profissionais.
E gostemos ou não, a inteligência artificial veio para ficar, e amigo, ou você se adapta neste mundo e melhora como o resto das pessoas ou fica para trás.
Caso ainda não saiba o que é o Cursor, é um editor de código. Bem, na verdade é um fork do Visual Studio Code, o editor da Microsoft, mas o Cursor, além de custar dinheiro (e cada vez mais, hehe), traz coisas muito interessantes que verdadeiramente o tornarão mais ótimo e eficaz nas suas tarefas.
Antes de começar com estes tips e que me diga qualquer coisa, sei que além do Cursor existem muitos outros IDEs por diferentes preços que também são muito úteis, assim que se vir que este post tem bom acolhimento e querem saber tips para outros editores de código similares, deixem-me saber nos comentários, embora bom, todos são muito parecidos.
Bem, vamos começar.
Configuração inicial: Não pule isto
Assim que abrimos o Cursor a primeira coisa é selecionar o projeto onde queremos trabalhar. Já sabem que na barra da direita temos o chat que podemos atribuir em modo agente ou em modo pergunta (na verdade não sei se sobra alguém que o atribua em modo pergunta sinceramente).

E aqui ao lado tem a seleção de modelo. Isto já é um ponto importante: aqui o pessoal do Cursor recomenda que deixemos em modo auto e eles mesmos gerenciam dependendo da complexidade do que você pediu, mas pessoalmente, quando sei que vou pedir uma tarefa que é muito cara gosto de indicar eu mesmo o modelo, por exemplo a versão thinking de Claude 4, que atenção, se tiver o emoji de cérebro é a versão thinking a qual pensa antes de responder mas, obviamente custa-lhe mais tokens, então cuidado com isso. Se não quiser complicar coloque modo auto.

Agora que temos a parte simples, vamos entrar na configuração e ver o que é o mais ótimo.
Configuração que vai mudar a sua vida
Aqui na aba geral a única coisa que tenho ativada é o privacy mode, isto limitará uma funcionalidade que mostrarei depois mas aqui você decide se quer compartilhar o seu código com o Cursor ou não.

Passando à aba chat eu recomendaria no mínimo que ative a TO-DO List para que o Cursor faça uma lista do que tem que fazer. Também o Full Folder Context para que possa passar o contexto de uma pasta inteira (mais tarde veremos a utilidade disto) e o Web Search para que busque informações na internet.
Outras opções importantes que virão muito bem são Out of Context Edits, já que permite editar arquivos fora de contexto e Auto Fix Lints para corrigir erros de linting.
Pessoalmente, para ir mais rápido tenho o Auto Run Mode, executa qualquer comando sem me perguntar, aqui se te der medo sempre pode desativá-lo ou colocar na lista de baixo que comandos permite que faça sem confirmação.

E o resto das configurações são ao seu gosto.
Passando para a seguinte aba mantenham sempre ativado Cursor Tabs, que são as sugestões do Copilot que acreditem em mim funcionam muito muito bem, eu gosto mais que o Copilot.

E estas duas opções de imports, tanto para TypeScript como para Python importa automaticamente o que precisamos.
Modelos e API Keys: O tema do dinheiro
Nos modelos se fixarem é a lista de modelos que aparece disponível no seletor de antes. Sinceramente como disse antes eu gosto muito do Claude 4 mas podem escolher o que quiserem. Há algum melhor mas tenham em conta o tema do gasto de tokens que vos consumirá a alma.
Aqui podem colocar as API keys e chamar vocês mesmos localmente a mesma API ou serviço que tenham, mas como indica pode sair mais caro que pagar o Pro.

MCPs: As ferramentas que facilitarão a sua vida
Chegamos a uma parte interessante, os MCPs. Recomendo 500% que tenham configurados MCPs, já que vos facilitarão muito a vida. Se não sabem o que é tenho um vídeo onde explico que recomendo muito, mas basicamente são ferramentas que nos ajudam a fazer certas tarefas.

Aqui deixo uma lista de MCPs oficiais do Cursor, que clicam e instala, mas no meu caso recomendo no mínimo o de GitHub para fazer commits, pull request, merges etc desde o chat e este de aqui super interessante Context7, um MCP muito útil que faz com que o LLM consulte uma documentação de biblioteca completamente atualizada, de maneira que consultará sempre exemplos de documentação real e sobretudo as mais atualizadas.
Cursor Rules: Aqui está a magia
Agora chegamos a uma parte importante, as Cursor rules. E como sei que neste ponto do post já perdi toda a vossa atenção vou colocar um gameplay de Subway Surfers para vos reter.

As cursor rules são o mais útil, se não usam rules estão desperdiçando a ferramenta.
Temos dois tipos de regras: as que vão a nível do próprio editor e as tem sempre, e as que vão a nível de projeto.
Neste caso, as que vão sempre eu peço que me responda em inglês (ou português), que use as dependências mais recentes, e um pequeno prompt para dizer que é um engenheiro de software.
Por outro lado nas regras de projeto têm que colocar como querem que se comportem as respostas baseando-se no projeto, isto é super importante e determinará a qualidade das respostas.
Recomendo que coloquem uma regra de project context onde expliquem do que vai todo o projeto. E por outro lado expert no tipo de linguagem do projeto, eu aqui se fixarem coloquei como quero que trabalhe, as pastas, o código e que acabe fazendo testes de tudo o que toca.
Super importante.
Indexação: Não se esqueçam disto
Na parte de indexação à parte do básico de manter sempre indexado o nosso projeto, aqui têm um apartado de documentação. Literalmente podem pegar a documentação de qualquer software com o que estejam trabalhando, colam o link e o indexa. E depois podem referenciá-lo no chat. Muito útil se usam bibliotecas externas.

Prompts que funcionam de verdade
Dito tudo isto já temos o nosso Cursor otimizado, e agora o que faltaria? Pois teríamos que fazer muito bem os prompts. É importante que lhe deêm o máximo contexto possível. Aqui terão que etiquetar a documentação que anexaram, ou dizer-lhe que use um MCP ou super importante etiquetar os arquivos sobre os quais querem que trabalhe ou se fixe. Isto em projetos grandes é crucial, porque embora tenha indexado o projeto inteiro se o indicarem é muito mais eficiente.
Lembrem-se que também podem etiquetar pastas assim que não hesitem em fazê-lo se o virem necessário.
Conclusão: Não fiquem para trás
Com tudo isto que vos contei deveriam notar melhoria ao usar o Cursor, assim que não podem ficar para trás.
A verdade é que o Cursor não é perfeito, mas com uma boa configuração e sabendo como usá-lo, pode converter-se no vosso melhor aliado para programar. É como ter um companheiro de trabalho que nunca se cansa, nunca se queixa e sempre está aí para te ajudar (embora às vezes cometa erros, mas ei, ninguém é perfeito).
Se gostaram e querem que traga mais posts deste estilo deixem-me saber com o vosso comentário. Isto foi tudo e nos vemos no próximo.
E lembrem-se, a IA não vai substituir os programadores, mas os programadores que usem IA vão substituir os que não a usem! 🚀




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